segunda-feira, 22 de agosto de 2011

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                                                       Más
       companhias?


Estar só,
para alguns é a pior .

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

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''O impasse dos dois é que nunca se doaram por inteiro,

para ver se realmente são complementares.''

Complexos Desabafos!

- O que você vai ser quando crescer?
Sempre nos fazem essa pergunta, quando estamos pequeninos...
Tal pergunta que nos cerca a vida inteira, pergunta que se transforma em base, em preocupação, em dever.
Quando somos pequeninos, não sabemos aproveitar a fase de crianças, a tal fase que se transforma em meras nostalgias, doces, doces, apenas doces nostalgias.
Recordo-me, que toda vez que nossa família se reunia , vinham às perguntas
- O que você vai ser quando crescer?
- Com quantos anos você vai namorar?
- Vai casar quando?
- Quantos filhos você vai ter?
Tais perguntas que sempre tinham as mesmas respostas...

Recordo-me que sempre respondia que ia ser professora, que não iria namorar iria me formar pra depois pensar em namorar, casar, ter filhos.  Enfim, o tempo passou, mas a tal pergunta '' O que você vai ser quando crescer? '' me persegue até nos dias de hoje, até porque em todos os anos de escola, a mesma pergunta era feita, de forma um pouco diferente, mais o sentido prevalecia o mesmo.
Sabe, eu gostaria muito de transformar minhas doces nostalgias em momentos reais, o motivo é simples:  EU queria voltar a ser criança! Mas, quem não quer?
 Pobres crianças as de hoje, que vivem em um mundo capitalista, onde a sociedade rotula e limita a vida de cada um. Crianças que não tem a liberdade de serem apenas crianças. Apesar de querer voltar nos tempos de criança, agradeço por não ser criança nos dias de hoje, recordar ainda é uma boa proeza!

Hoje resolvi me desabafar um pouco, e a melhor forma que eu achei foi escrevendo para me libertar. BOM, então vamos - lá ...
Sabe quando você sente que tem tanta coisa guardada consigo, mais tanta coisa, que você sente-se que vai explodir? Você sente que precisa se libertar de alguma forma de tais nostalgias? Não estou apenas falando de nostalgias amargas, mas nostalgias doces, como nuvens de algodão... e até mesmo Nostalgias, que nem foram vividas, pois é... Ultimamente me sinto assim... COM esse tal aperto dentro de mim, fico pensando, Tenho tantas guardadas aqui, tantas nostalgias que não vivi, que se um dia resolvesse fazer, nem saberia por onde começar...
Tipo as tais paixonites que eu nunca as tive, os Amores! 
Ahhh, os amores.... 
As Amizades ...
Ahhh, as amizades ...
Fotografias, lugares, viagens pessoas que a gente encontra por acaso, livros, filmes, um cheiro, um olhar, um beijo....

E essa é a verdade sinto falta de intensidades que nem fizeram parte do ‘’ Meu Show’’ tenho sentido esse aperto aqui dentro!Como se viver dentro de mim não fosse o suficiente... Como se o espaço estivesse ficando bem pequeno pra tanto sentir e certas vezes a gente vai-se fechando dentro da própria cabeça, e tudo começa a parecer muito mais difícil do que realmente é. Eu me pergunto, pra que tanta complicação? Mas, logo me questiono, qual a solução? Estão vendo? Ser criança é tão mais divertido, tão mais delicioso, se eu fosse criança não estaria em crise comigo mesma, não estaria cobrando de mim mesma, não estaria questionando o que eu realmente quero ser, não estaria tendo dúvidas, decepções, e nem estaria escrevendo isso tudo aqui. Mas por um lado é BOM, sabe porque?  Porque estou cansada de construir, e demolir planos, metas, objetivos!
E por estar cansada é que em certas fases de nossas vidas, que temos que pensar analisar, e querer mudar...Ando um tanto quanto fatigada de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis.
Meu coração está ferido de amar errado... não estou dizendo ‘‘amar errado, em relação a tais paixonites, mas em manter, conviver com as pessoas e cativar o amor, o carinho’’ só sei que meu coração está ferido de amar errado, de fazer errado, de esperar de mais, ou até mesmo de acumular memórias, afetos, ei viver assim é altamente espantoso, e eu realmente estou cansada!  Eu Quero saber me querer, com toda beleza, e abominação , eu não quero esperar nada, nem me desesperar!
Mas quero daqui alguns anos, parar, refletir, e me orgulhar da pessoa que eu me tornei, daí sim eu poderei dizer, essa é a pessoa que eu me tornei, e mesmo me tornado alguma coisa, direi que terá sido pouco para o que eu vou ser daqui mais alguns anos quando eu realmente crescer!


Ser a melhor pessoa é uma ofensa para mim, desejo ser a pessoa predileta, a pessoa necessária.''





 Autoria: Carla Muriel Araújo do Carmo!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Braços, laços e abraços ..

Quem nunca precisou de abraço?
Quem nunca quis dá um abraço para confortar outro alguém?
Que ao abraçar sentiu que o mundo poderia parar ali, naquele momento, que nada lhe aconteceria pois você estava protegida pelo os braços de outro alguém?


Desejar o abraço daquele alguém especial, firmar um laço através de um abraço, dividir sua felicidade abraçando outro alguém ... só em pensar já quero um abraço!

Abrace! Demonstre que precisa de um abraço! Envolva seus braços da forma mais carinhosa que consegues para que a outra pessoa saiba que ao está ao seu lado, ela estará protegida de todo o mal que assombra este mundo!


Ah, os abraços!

''Coisa bem bolada essa dos braços se encaixarem. 
Uma possibilidade tão perfeita que parece que já foram imaginados também com esse propósito. 
Mas o melhor do abraço não é a idéia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. 
O melhor do abraço é a sutileza dele. 
A mística dele. A poesia
O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra.
 O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. 
O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. 
A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.''

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O prato Vazio



Levantou-se da cama.

Não havia ninguém por perto. Quartos vazios, salas vazias. Cozinha vazia, mas parecia que tudo estava vazio... Tudo. Tudo vazio. Isso não era algo comum. Tomou seu café e foi para o colégio. Primeiro dia de aula, 2° ano do ensino médio, expectativas compulsivas. Voltou do colégio, expectativas em baixa, quartos cheios, salas barulhentas, cozinha cheirando a pastéis... mas o vazio prevalecia. As horas passaram, a lua engoliu a luz do sol, o dia passou, e o vazio prevalecia. Como um prato vazio... assim se sentia, um prato com a carência de ser preenchido. Completado. Deitou- se em seu abrigo, pensamentos a milhas de distâncias. Novas expectativas. As horas passaram, o sol engoliu a lua, a noite passou, e o vazio prevalecia.
Levantou –se. Tomou seu café e foi para o colégio. Algo havia mudado. Seu olhar se encontrou com outro olhar, coração bateu forte, mãos suaram, paixão á vista. Uma aproximação. Uma rejeição. Uma dor. Um recomeço. Uma nova tentativa. Uma aproximação. Outra rejeição. Outra dor. Paixão esgotada. Um recomeço. Algo havia mudado. Nova paixão. Novas expectativas. Nova Rejeição. Mesmas perguntas. Tudo vazio, Tudo vazio, assim se sentia. Um prato Vazio. Mas, o que ninguém enxergava era que no interior do prato havia uma linda moldura.
Tic- Tac, Tic- Tac ... Dias se passaram, muitos dias... mas eis, que planos, metas, e objetivos foram traçados, e a paixão foi adormecida. Um sentimento de revolta havia tomado o seu ser, o porque? Era um prato vazio, rejeitado, por outros pratos lindos, que não souberam enxergar sua linda escondida moldura.
Tic-tac, tic-tac... Os dias se passaram. Rotina. Academia, trabalho, faculdade. Nada de amigos, nada de relacionamentos, nada de festas, nada daquilo que se chamam de ficar, nada de sexo, nada de diversão com companhia. Era um ser sozinho com suas próprias diversões. Filmes, leituras, vinho, músicas. O tempo se foi...  rotina renovada.
Profissão Definida. Carreira em alta, sucesso em suas metas, um ser bem sucedido, carros, mansões, dinheiro. Grande Postura. Roupas elegantes, sorriso de dar inveja, corpo definido, cabelos escuros, olhar de mistério, um garanhão charmoso, e sofisticado, um garanhão de grande postura, um garanhão de grande intelectualidade.
Tudo havia mudado. O prato vazio agora não era tão mais vazio. Sentimentos renovados. O orgulho tomava conta do garanhão. Tudo em alta. Felicidade constante. As coisas só evoluíam. Mas, nada de relacionamentos. Só os profissionais. Algo faltava. Cada vez mais seu sucesso aumentava.  O garanhão agora estava reconhecido por todos, fazia sucesso absoluto, produziu três maravilhosos livros, era o homem da vez. Mas faltava algo.
Capas de revistas, entrevistas. Dinheiro. Dinheiro. Dinheiro. Mas faltava algo.
De repente, amigos, festas, beijos, carícias, sexo, festas, cigarro, bebidas, amigos, mulheres, sexo, um verdadeiro galinha pegador. Noticia desagradáveis surgiram. O garanhão foi tomado pelos prazeres inconstantes da night. Sua carreira se foi, seu dinheiro se foi, sua postura se foi, seus amigos, seu reconhecimento... tudo ficou vazio de novo. E faltava algo. Só sobraram-lhe seu conhecimento. O ostracismo agora fazia parte de sua vida. 
Levantou-se da cama.

Não havia ninguém por perto. Quartos vazios, salas vazias. Cozinha, geladeira, armários, estantes... Tudo. Tudo vazio. Isso não era algo comum. Resolveu sair para não alimentar a angústia que precede todas as esperas. E ficou fora a manhã toda.
Voltou na hora do almoço.
Seus pensamentos foram fluindo, lembranças surgiram... nostalgia, nostalgia...  até que a lua engoliu o sol. Levantou–se da cama e saiu. Na nigth, convidou uma mulher qualquer para dançar, ela levantou sorrio, aceitou o convite. Eram diferentes em todas as formas. Mas Estão Juntos até hoje.
Dali, em diante o prato nunca mais se esvaziou. Um menina e um menino foram frutos do casal, e até hoje o Prato do Dia é AMOR!